Resistência do Consumidor: Diferentes Estágios Teóricos de um mesmo Conceito
DOI:
https://doi.org/10.5585/remark.v13i1.2531Palavras-chave:
Resistência do consumidor, Cultura do consumidor, Evolução do conceitoResumo
O fenômeno de resistência do consumidor tem sido alvo recorrente de estudos desde o início da década de 1990, visando identificar o modo como indivíduos e grupos aplicam uma estratégia de apropriação em resposta às estruturas de dominação (Peñaloza & Price, 1993). Num panorama geral, observa-se que os estudos das formas de resistência do consumidor têm passado por diferentes fases de entendimento. Desta forma, este ensaio teórico teve como objetivo analisar os diferentes estágios do entendimento de resistência nos estudos do consumo, e elaborar um esquema analítico de caráter evolutivo. Com base em uma ampla revisão teórica, os estudos acerca da resistência do consumidor foram agrupados em cinco estágios de caráter evolutivo: pré-estágio: suporte dos clássicos, resistência iluminada, resistência contestada, tentativas de resistência e agentes de resistência. O estágio atual no entendimento da resistência não busca ações de resistência fora do mercado, pois o mercado seria o campo de batalha onde a resistência ocorre, envolvendo agentes que assumem diferentes papéis num processo de assimilação e resistência ao longo do tempo. Contrapondo os diferentes estágios com as publicações brasileiras do tema observou-se que os poucos estudos não estão alinhados com a evolução do conceito internacionalmente. De maneira complementar, sugestões de estudos a partir deste entendimento são proporcionadas no final deste ensaio. Nesta linha, propõe-se que a análise da resistência do consumidor passa pela busca da compreensão de como as pessoas se posicionam como sujeitos dentro do mercado.
DOI: 10.5585/remark.v13i1.2531